Reconhecimento da prática

Apesar da grande importância que a prática da Fitoterapia teve nos tempos antigos, nos primeiros séculos da Alta Idade Media, a cultura sofreu um tremendo retrocesso, proporcionando a prática da Fitoterapia sua própria "idade das trevas". Contexto o qual perdurou até o fim do século XIX quando o Renascimento (1464–1534), veio afastar os conceitos de ignorância e desprezo pela vida terrena, ao mesmo tempo que estimulava as mentes a olhar em direção a novas perspectivas, mais focadas na valorização do conhecimento e da humanidade.

O conhecimento até então mantido à sombra voltou a figurar sob a luz, e armazéns de especiarias começaram a surgir e logo ficaram conhecidos como boticas, seus proprietários, como boticários. Esses boticários no exercício de suas atividades, agora aceitas e reconhecidas, deram origem às “matérias médicas.”

Apesar desse novo avanço, ainda foi preciso muito tempo para que a Fitoterapia passasse a ter o devido reconhecimento. O estabelecimento da química como ciência no final do século XVIII e início do século XIX levou a investigação das propriedades ativas das plantas e sua posterior síntese e isolamento. A partir deste momento, a produção de fármacos específicos criou uma nova tendência. Compostos específicos, para situações específicas, de transporte, acondicionamento e administração mais práticos, ganharam renovado interesse e investimento.

A Fitoterapia seria então relegada à uma posição de segundo plano, mas não esquecida e nem abandonada por uma ampla gama de culturas e países. Por essa razão instalou-se uma quadro de controvérsia e incompreensão entre a medicina tradicional e a nova medicina moderna, assunto sobre o qual a OMS iria se posicionar.

Foi em 1978, desde a Declaração de Alma - Ata que a OMS passou a reconhecer a necessidade de valorização da utilização de plantas medicinais no âmbito terapêutico. Portarias, resoluções e tomos sobre a propriedade e uso das plantas começaram a ser produzidos regulamentando o investimento em pesquisas, usos e comercio dos fitoterápicos.

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